Entries in mídia (6)

Domingo
Set112011

11 de Setembro

11 de Setembro de 2001, era uma terça-feira. 

Naquele dia, por um motivo que não me lembro, minha 2a aula havia sido cancelada, e eu estava voltando para casa mais cedo. Na época eu morava com minha família no Litoral Norte de Salvador, e estava ainda na Estrada do Coco, mas já bem próximo de casa, quando recebo no meu startac uma ligação da minha mãe, falando sobre um avião bi-motor que teria atingido as Torres Gêmeas, em Nova York. Meses antes estávamos todos lá, no topo de uma delas, em família.

Minha mãe recebeu a notícia como todos recebemos, como se fosse um "simples" acidente com um bimotor. Cheguei em casa, sintonizei diretamente na Globo News, e, como milhões de pessoas em todo o mundo, pude assistir ao segundo impacto ao vivo. Assim como os âncoras da Globo News, Leila Steremberg e Luis Ernesto Lacombe, também tive a impressão de que era um replay do primeiro impacto. E, naquele momento, como todos que estavam sintonizados, também tive a certeza de que não se tratava de mais um simples acidente com um bi-motor: - estávamos diante da transmissão ao vivo de um momento histórico.

O dia 11 de Setembro de 2001 representa, em diversos aspectos, um ponto de inflexão em nossa história. A dinâmica internacional mudou, a vida do povo árabe e do povo ocidental mudou, e de uma maneira geral, a forma como nos relacionamos com a mídia também alcançou outro patamar. Afinal, o mais simbólico acontecimento da nossa história recente havia sido, de fato, televisionado.

A transmissão ao vivo, real time, dos fatos, adquiriu outro valor. A maior notícia do século surgiu ali, na frente das cameras, e os jornalistas, até então neutros, sisudos, infalíveis, não podiam mais se conter. Naquela transmissão, todos, sem excepção, foram surpreendidos, se emocionaram, erraram e acertaram, vulneráveis como nunca, e o tempo inteiro no ar. A relação entre a audiência e os jornalistas jamais foi a mesma.

Nos anos seguintes, pelo menos na TV americana, pudemos observar um jornalismo cada vez mais pessoal, e dentro do possível, humano. Ancoras tornaram-se de certa forma mais responsáveis pelo jeito como a notícia era dada, e por isso mesmo, de certa forma, tornaram-se também parte da história. Algo parecido já tinha acontecido na 1a guerra do Golfo, e também com os grandes correspondentes de guerra na mídia impressa, mas nunca nesta proporção. De uma forma ou de outra o 11 de Setembro acabou por humanizar o noticiário televisivo.

Já no entretenimento, pudemos vivenciar uma outra transformação curiosa após o atentado, afinal, até aquele momento, imagens como aquelas só seriam possíveis no cinema. Hollywood já tinha destruído aqueles e muitos outros monumentos do patriotismo americano diversas vezes em seus filmes. A exibição daquelas cenas, reais e ao vivo, para muitos, apagou a linha até então bem clara entre o que mais provavelmente seria ficção e o que dificilmente seria realidade. A partir dali, tudo de ruim já construído através de efeitos especiais seria possível. O repertório do terror ganhava uma outra conotação.

E daí, nos anos seguintes, o povo americano num primeiro momento ficou mais sensível a este tipo de enredo e de imagens. Diversos filmes, inclusive, tiveram seus lançamentos adiados por conta do tema e em respeito ao clima pós atentado. Num segundo momento, como que terapêutico, tivemos uma fase anti-terror no cinema e na TV, cujo principal protagonista foi o agente especial anti-terrorista Jack Bauer.

Fantasmas exorcizados, culpados punidos. Depois de 10 anos, o grande inimigo americano deixa de ser Osama Bin Laden e passa a ser sua própria recessão, que talvez já estivesse por ali, só que naquela época certamente merecendo menos atenção. Passada a tempestade, feridas já cicatrizadas, gostaria muito que o 11 de Setembro se torna-se por fim mais sinonimo de superação do que de dor, de humanização do que de ódio, de fortaleza do que de vulnerabilidade. Com o mal já feito, o leite já derramado, só nos resta torcer para que no fim a humanidade saia melhor disso tudo.

Encerro com uma frase de Dra. Doris Allen, fundadora do CISV, organização internacional que promove educação para a paz e o desenvolvimento de lideranças capazes de agir ativamente na construção de uma sociedade pacífica, da qual sou membro desde os onze anos de idade e, portanto, grande responsável por minha formação.

E Doris Allen disse esta frase, que ao meu ver resume a melhor forma com que a humanidade poderia levar sua existência:

"Não existe um caminho para a paz, a paz é o único caminho."

©2009-2011 *DudeKcm321

Sexta-feira
Set022011

O que é o PL 116?

Na últimas 2 semanas não se fala de outra coisa no métier de quem trabalha com conteúdo no Brasil: o PL116 foi finalmente aprovado pelo Congresso Nacional. O PL 116, é um projeto de Lei que visa regulamentar a industria de produção, programação, empacotamento e distribuição de conteúdo através de redes de TV fechada. Em terras de Rede Globo, a aprovação dessa lei é um momento histórico, e representa um ponto de inflexão no desenvolvimento do mercado audio-visual no Brasil. A partir desse ponto, tudo realmente pode mudar. Isso porque a aprovação desta lei acontece num momento muito propício, pois, diferente dos Estados Unidos, da maioria dos países da Europa e até mesmo da Argentina, onde os pacotes de Tv fechada tornaram-se tão acessíveis que praticamente todo mundo tem, no Brasil, a TV fechada, ou Tv a cabo, ainda não é um meio dominante. Mas será.

 

©2010-2011 ~Candela-di-Vita

 

Afinal, todo mundo ter um pacote de TV fechada é muito bom, pois isso representa muito mais informação, entretenimento, educação e, principalmente, opções para todo mundo, ao contrário do que acontece hoje, quando a maioria dos brasileiros limita-se a programação de 4 ou 5 canais diferentes. Aumentar a oferta de informações, dar ao cidadão opções de escolher e experimentar diversos pontos de vista, é sem dúvida um passo importantíssimo na construção de uma democracia ainda mais consistente.

 

E, apesar de todos interesses comerciais que certamente também nortearam a elaboração e aprovação desta lei, quero crer que esses princípios também nortearam a decisão do Congresso. Enfim, vamos aos principais pontos da nova lei:

 

1) Produtores X Distribuidores

 

Em resumo, quem produz conteúdo não pode distribuir, e quem distribui, não pode produzir. É uma decisão simples e fundamental para dar a audiencia mais poder de escolha e segurança contra manipulações de interesse privado. Por exemplo, o fato da Globopar controlar a NET e a Globosat, garantiu aos canais da última todos os privilégios possíveis na grade, e até mesmo o bloqueio de qualquer concorrência. O mesmo com a TVA, que durante muito tempo deu exclusividade ao canal de notícias BandNews, em detrimento ao GloboNews, da concorrente. O público de fato não tem nada a ver com essas composições acionárias, e para ele, quanto mais opções, melhor. No cenário atual, a Globopar deverá passar o controle acionário da NET à Claro, do empresário mexicano Carlos Slim, e a TVA deverá tornar-se um serviço do grupo Telefónica, possivelmente utilizando a marca Vivo.

 

Isso é uma grande novidade no Brasil, mas nos Estados Unidos, por exemplo, isso já é regra desde 1950, quando o Governo Americano obrigou todos os estúdios de Hollywood a vender suas salas de cinema no país, dando ao público o poder de direcionar a produção do conteúdo que seja mais relevante aos seus interesses e ao seu gosto. E o resultado está aí. A industria de entretenimento mais desenvolvida e democrática do mundo é a de Hollywood. Sem essa liberdade, inovações de linguagem e filmes como Bruxa de Blair e Atividade Paranormal jamais seriam possíveis.

 

2) Entrada das Telecom's no negócio

 

Esse é um dos pontos que mais deixava as emissoras de TV de cabelo em pé. As empresas de telcomunicações, Claro, Vivo, Tim, Embratel, etc, que têm uma capacidade de investimento enorme, muito dinheiro em caixa, agora estão liberadas para investir na distribuição de conteúdo. O que faz todo sentido. As telefonias já estão conectadas de uma forma ou de outra com a maioria dos lares do país, hoje é delas a missão de levar além de telefonia, também internet banda larga de qualidade a todos os brasileiros, porque não distribuir também conteúdo de TV? Além disso, o mercado das empresas de telefonia já é super competitivo e aquecido, o que vai garantir, sem dúvida, menores preços e mais qualidade no serviço para os consumidores, num movimento parecido com o que ocorreu na privatização deste mesmo setor na década de 90. 

 

Portanto, além da NET, tudo indica que em bem pouco tempo teremos TV por assinatura da Vivo, da Tim e da Oi disputando o mercado, e nos dando ainda mais opções. Outro reflexo desta movimentação que será bem visível é o aumento da oferta de "combos"de serviço. Num mesmo pacote, TV, Telefone e Internet, nos aproximando de um provável futuro em que cada um de nós pagará apenas uma taxa fixa por mês para ter acesso a todo e qualquer tipo de dados e conteúdo, seja na forma de telefonemas, música, filmes, programas de TV ou navegação na Internet.

 

3) Cota produção Nacional

 

Esse último ponto que destaco é um dos mais importantes para a cultura brasileira. A partir da aprovação desta lei, todos os canais serão obrigados a exibir 3:30 (três horas e meia) de conteúdo 100% nacional na sua programação. Deste conteúdo, metade deve vir de produtoras nacionais, e metade deve ser conteúdo "independente". Neste ponto há um porem na legislação: quem vai definir o que é uma produtora nacional, e o que é um conteúdo independente será a Ancine, que passa a ter mais poderes, o que é bem perigoso quando se tem uma gestão direcionada por interesses de partidos políticos, como é o caso. Mas, tudo bem.

 

Além disso, 1 em cada 3 canais oferecidos nos pacotes deverão ter conteúdo majoritariamente nacional, como seria o caso hoje do Canal Brasil. Isso tudo é boa notícia porque, em tese, irá fomentar bastante tanto a industria nacional de audio-visual, como também o desenvolvimento de novas forças e linguagens artísticas, pelo espaço dado também ao conteúdo independente. 

 

Enfim, vem muita coisa boa por aí. Gostaria de ter acompanhado mais os bastidores da votação e da chegada deste consenso em relação a lei, afinal, são muitas empresas bem influentes envolvidas, muito dinheiro e poder em jogo, e de uma forma ou de outra, a impressão que se tem, é que todo mundo teve que abrir mão de alguma coisa para que a lei fosse aprovada. Agora é esperar para entender quão rápido serão as mudanças, e como nós, produtores de conteúdo, poderemos nos beneficiar de tudo isto.

 

Quem viver, verá.

 

@PedroTourinho

Sábado
Jul022011

Future -of the- Lions

Primeira vez que fui à Cannes.

Nunca tinha sequer pensando em ir, confesso. Premiações sem critérios de campanhas que na maioria das vezes nem sequer foram ao ar. Cases com formatos quadrados e resultados inflados para impressionar um juri, que normalmente já é da panelinha. Difícil identificar critérios e bom senso. Em suma: um festival criado pelo próprio mercado publicitário para celebrar sua genialidade e criatividade. Preguiça.

Embarquei carregado com esses preconceitos. Mas fui.

Ainda no aeroporto de Paris recebi de Giovanni Rivetti o conselho definitivo: esqueça publicitários, prémios, resultados e méritos e foque apenas nas ideias. Como numa semana de moda, não interessa se vão comprar aquelas roupas ou não, pois de uma forma ou de outra as grandes tendências do mercado são estabelecidas ali. Fez sentido. Ainda mais vindo de quem veio. Giovanni sempre esteve ligado ao mercado publicitário, mas sempre atuou a partir de outra lógica, buscando explorar e criar formatos diferentes. Não é a toa que é pioneiro em branded content no país. Se ele pode gostar de Cannes, eu também posso.

Cheguei e fiz meu dever de casa. Assisti à praticamente todas as palestras e ainda a alguns workshops. Passei os olhos em todos os cases expostos nos shortlists. Fui na festa de abertura, frequentei o bar em frente ao Martinez. Não fui para nenhuma premiação, porque aí também já seria demais. Aproveitei o festival intensamente, espremendo o limão em busca da limonada.

E em resumo, depois de diversos insights, me parece que o mercado publicitário chegou a duas conclusões.

Primeiro, que tem de estar cada vez mais próximo da industria do entretenimento. Os melhores momentos de Cannes não tinham publicitários, mas sim entertainers. Jeffrey Bewkes, Aaron Sorkin, Jeffrey Katzenberg, Ben Silverman (mal aproveitado) e até James Murdoch nomes conhecidos de Hollywood, apresentaram a realidade de uma industria que não teve tempo de discutir as transformações da sociedade, uma industria que para sobreviver teve de mudar rápido. Falta ao mercado publicitário este senso de urgência, e disposição para abrir mão de uma lógica em função da outra, que é inevitável.

E o segundo ponto é um pouco do que já escrevi semana passada no blog da Brastemp. Com o surgimento das redes sociais, as marcas nunca tiveram tanto contato direto com seus consumidores. Deixando claro que estamos num tempo de menos propaganda e mais diálogos. Auto citando-me: "A indústria da comunicação está cada vez mais inspirando-se em outros movimentos sociais e caminhando em direção à sustentabilidade das relações entre os indivíduos e seus objetos de consumo, ao equilíbrio da qualidade de vida com os desejos de compras. Mais consciência e menos impulso. Transformação da vida, da rotina e do olhar, para o bem." Ofertas ou propostas de valor tornam-se irrelevantes, commodities, perto das grandes causas.

E no fim, acho que ambos estávamos certos. Muitos insights criativos em relação a formatos e execução. Muitas revelações no sentido do que queremos, e do que não queremos fazer enquanto comunicadores. Clareza absoluta de oportunidades de mercado. Certeza de que a industria do entretenimento é uma boa referência tanto na teoria quanto na prática. E aproximação com muita gente legal do mercado, publicitários como nós, que também buscam uma outra lógica na comunicação.

Mas, por mais positiva que tenha sido a experiência em si, não posso deixar de lado meu olhar critico. Não seria eu.

Num Festival onde falou-se tanto da necessidade das marcas adotarem suas causas, terminei com a impressão de que o próprio Festival de Cannes ainda não encontrou a dele. Criatividade não se inspira com prêmios. Ou com self-promotion. Ou com a construção de egos estratosféricos. Longe disso.

Citando John Milton, do clássico "Devil's Advocate":

"You sharpen the human appetite to the point where it can split atoms with its desire. You build egos the size of cathedrals. Fiber-optically connect the world to every eager impulse. Grease even the dullest dreams with these dollar-green gold-plated fantasies until every human becomes an aspiring emperor, becomes his own god. Where can you go from there? As we're scrambling from one deal to the next, who's got his eye on the planet? As the air thickens, the water sours, even bees' honey takes on the metallic taste of radioactivity... and it just keeps coming, faster and faster. There's no chance to think, to prepare; it's buy futures, sell futures... when there is no future."

De que adianta criar gimmicks geniais, peças incríveis, campanhas de sucesso e voltar para casa com a mala cheia de leões, se não estamos agregando nem um pouco na construção do nosso próprio futuro? No fundo, e apesar de todo lado bom, o Festival de Cannes é uma grande oportunidade perdida de transformar, se não o mundo, pelo menos a industria da comunicação, num lugar melhor. E com isso não me conformo.



@PedroTourinho
Sexta-feira
Fev112011

Audiência x Comunidades

A compra do Huffington Post pelo AOL por mais de 300 milhões de dólares deixou ainda mais evidente a mudança de foco dos anunciantes, e por consequencia das grandes corporações de mídia, em direção à comunidades, e não mais somente à audiencia, tiragem ou page views.

Mais do que um portal de notícias, o Huffington Post é uma grande comunidade, formada por mais de 6 mil blogs, e totalmente integrada com redes sociais. A primeira página do Huffington, por exemplo, é praticamente toda colaborativa, com os leitores escolhendo o assunto que merece mais atenção através de seus comentários, "likes" e retweets.

O valor de mercado do Facebook, estimado em 50 bilhões de dólares, e do Twitter, 10 bilhões, escancaram o obvio ululante do valor das comunidades como forma de mídia.

Boca-a-boca digital is the new broadcasting.

Enquanto isso, o Ibope recria sua formula dos seus pontos platinados para que a novela das oito continue dando 40, mesmo com menos gente assistindo.

E os portais fazem equações e programações estruturais cada vez mais incomodas, para que cada click represente um reload total da página, e gere mais page views.

E blogs são classificados como notícias, para aumentar o bolo do IVC digital.

Reações desesperadas de um mercado que certamente ainda ganhará muito dinheiro, por muito tempo, mas que já agoniza.

Portanto, invista em desenvolver sua própria comunidade, invista em fazer parte de comunidades. Mil seguidores ligados valem mais que 100 mil telespectadores zapeando. O futuro da mídia, paradoxalmente, é o retorno ao boca-a-boca. É o RT, é o comentário. E é democrático.

Este é o futuro que está logo ali, ao alcance de todos.

@PedroTourinho
Sábado
Set252010

Dispersão e Transmídia

Depois de já alguns meses no ar, fizemos essa semana uma bateria de pesquisas de opinião sobre o Legendários com alguns grupos de telespectadores.

O método foi o convencional focus group. Juntamos numa mesa cheia de salgadinhos e refrigerantes um grupo especifico de telespectadores, e enquanto um facilitador conduz a discussão sobre o programa, nós, os seus realizadores, ficamos atrás de um espelho falso, observando a conversa e tomando notas.

Definitivamente não é o método que eu acho mais seguro, ou até mesmo mais eficiente, minha opção de tipo e grupo de pesquisa era outra, mas nos colocar cara a cara com o público para quem criamos e produzimos inevitavelmente nos fornece alguns insights.

Dentre tantos, que inclusive já resultaram em mudanças imediatas no programa, um deles me deixou mais preocupado e, por outro lado, também animado com a inevitável solução: a dispersão causada pelo uso simultaneo de muitas mídias.

O grupo de adolescentes que afirmou assistir ao programa, fazendo 237 coisas ao mesmo tempo, definitivamente não viu o programa. Nem um quadro inteiro sequer. O zapping não é só mais de canais, mais também de atenção. A TV pode até estar ligada no Legendários, mas os olhos ficam zapiando entre a tela da televisão, o visor celular, a tela do computador e as 17 janelas abertas dentro do próprio.

Ou seja, não existe retenção em nenhuma tarefa. É o famoso zapping de atenção.

Temos que nos preparar para este cenário, que hoje é residual no público jovem, mas que daqui a pouco vai ser realidade quando esses adolescentes crescerem. E o caminho para conseguir esta atenção, além do aprimoramento da formula básica hollywoodiana, passa muito por interatividade e por uma presença real e simultanea em todas as plataformas.

Se a atenção está dividida, o conteúdo também tem de acompanhar cada experiência de consumo individualmente, e tornar-se talvez o grande link entre as mais diversas atividades de entretenimento que alguém pode consumir simultaneamente. Como um quebra-cabeça que só irá se formar na consciência do público. #crazy

Esta semana embarco para Genebra, vou participar do TEDxTransmedia, um evento com os maiores profissionais do mundo sobre o assunto exatamente para discutir como a televisão aberta pode se beneficiar e se adaptar a esta nova realidade. Mandarei notícias de lá.

@PedroTourinho