Quinta-feira
Out072010
Estórias
Quase esquecida atualmente, a palavra estória é um neologismo, proposto lá no início do século passado, pelo membro da Academia Brasileira de Letras, João Ribeiro, para fazer a distinção entre contos, narrativas folclóricas e populares da história em si, no sentido de registro histórico. Stories are not history.
Pois é, apesar do período na geladeira, aposto todas as minhas fichas no resgate da Estória em muito breve.
Isto porque a atual abordagem transmídia do entretenimento, as milhões de novas formas de se contar histórias (cinema, televisão, internet, ARGs, quadrinhos, etc), paradoxalmente está nos levando a valorizar cada vez mais o essencial, o elementar: a estória em si. A farra tecnólogica e midiática está nos trazendo de volta para o redor da fogueira.
A base teórica deste pensamento vem de um autor e pesquisador americano chamado Joseph Campbell, e seu livro mais clássico, chamado "O herói de mil faces." Neste livro ele estuda todas as histórias e mitos já contados pela humanidade e consegue encontrar uma estrutura em comum entre todos eles, o chamado Monomito. Uma estrutura básica, que influenciou também o modelo clássico dos 3 atos, que pode ser resumida em 3 momentos especiais na jornada do Herói: separação - iniciação - retorno.
Posteriormente, um outro americano, Christopher Vogler, traduziu o conteúdo de Campbell para o entretenimento moderno, e escreveu um livro chamado "The Writer's Journey", leitura obrigatória para qualquer pessoa que queira fazer entretenimento contando estórias.
Vou aprofundar mais esses temas aqui no blog, mas gostaria de já adiantar essas dicas de livros, que mudaram a forma como vejo o entretenimento e, em certo ponto, até mesmo minha própria vida.
Pois estórias serão cada vez mais relevantes do que histórias, e seja na sua vida, seja num projeto de conteúdo, mais importantes do que os fatos em si, é a forma como você conta.
@PedroTourinho
Pois é, apesar do período na geladeira, aposto todas as minhas fichas no resgate da Estória em muito breve.
Isto porque a atual abordagem transmídia do entretenimento, as milhões de novas formas de se contar histórias (cinema, televisão, internet, ARGs, quadrinhos, etc), paradoxalmente está nos levando a valorizar cada vez mais o essencial, o elementar: a estória em si. A farra tecnólogica e midiática está nos trazendo de volta para o redor da fogueira.
A base teórica deste pensamento vem de um autor e pesquisador americano chamado Joseph Campbell, e seu livro mais clássico, chamado "O herói de mil faces." Neste livro ele estuda todas as histórias e mitos já contados pela humanidade e consegue encontrar uma estrutura em comum entre todos eles, o chamado Monomito. Uma estrutura básica, que influenciou também o modelo clássico dos 3 atos, que pode ser resumida em 3 momentos especiais na jornada do Herói: separação - iniciação - retorno.
Posteriormente, um outro americano, Christopher Vogler, traduziu o conteúdo de Campbell para o entretenimento moderno, e escreveu um livro chamado "The Writer's Journey", leitura obrigatória para qualquer pessoa que queira fazer entretenimento contando estórias.
Vou aprofundar mais esses temas aqui no blog, mas gostaria de já adiantar essas dicas de livros, que mudaram a forma como vejo o entretenimento e, em certo ponto, até mesmo minha própria vida.
Pois estórias serão cada vez mais relevantes do que histórias, e seja na sua vida, seja num projeto de conteúdo, mais importantes do que os fatos em si, é a forma como você conta.
@PedroTourinho


@PedroTourinho