Tim Maia

Quando você decide produzir uma peça biográfica, seja cinema, livro ou teatro, você tem praticamente 2 caminhos a seguir: ser didático ou não. Simples assim. Nelson Motta foi didático em seu livro sobre Tim Maia, mas não tão didático no seu livro sobre Glauber Rocha. O filme sobre a vida de J. Edgar Hoover de Clint Eastwood e Leo DiCaprio foi didático, já Invictus, também de Eastwood, não. Normalmente na primeira opção, o roteiro segue em ordem cronologica a vida do personagem - o que acaba implicando em maquiagem e efeitos especiais - enquanto na última, pega-se uma parte da vida do personagem para se explicar o todo. Tim Maia vai na primeira opção, o que acaba por tornar também o espetaculo mais completo e de fácil entendimento.
Saí da peça pensando se, com todo esse sucesso, não daria para fazer um espetaculo maior, no sentido de uma produção maior e mais completa, de musical mesmo. Ingressos estão esgotados em São Paulo até o final da temporada, e só fala-se desse show em todos os cantos do país. Por que não fazer uma produção do nível dos grandes músicais, num teatro maior e mais completo? Acho que talvez porque esse sucesso tenho vindo de surpresa. Sandro Chaim, produtor do espetaculo, é um dos mais competentes do Brasil, um cara que entendeu o mercado de teatro do país do tamanho que ele é, e faz suas peças de forma a viabiliza-las financeiramente, principalmente para viagens. Talvez seja isso. De qualquer jeito ficou o insight de que musicais utilizando conteúdo brasileiro dos nossos grandes artistas, e portanto, já conhecido do grande público, pode ser um grande caminho.
Vamos acompanhar!


@PedroTourinho
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